quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Hello??

Is there anybody out there??

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Explicação RPGística - Dummy Corporation x Computer Hacking - PARTE 2


Sentado agora em sua mesa, Gustav Breidenstei dava as últimas coordenadas para alguém no telefone. Desligou o aparelho e girou a cadeira novamente para a janela. Ficou assim por alguns segundos e depois se levantou, abrindo seu paletó. 

Deu alguns passos para a parede esquerda de seu escritório, onde ele guardava em molduras magníficas alguns recortes de jornal. Porém um deles chamava mais sua atenção. “Berlin Wall Tumbles”. Era a manchete do London Herald de 11 de novembro de 1989. Deslizando o dedo pelo vidro protetor, o príncipe Ventrue lembrou de como a cidade que ele tanto amava fora dividida e de como ele sofreu ao se ver obrigado a ceder parte de seu poder.

- Reconquistei o comando de Berlim integralmente. E assim o será por um bom tempo ainda...

Após deixarem a van no meio de um terreno baldio, o grupo sabbat se dirigiu para a parte de traz do galpão. Apenas um click foi necessário para que as câmeras de segurança iniciassem uma transmissão falsa, um loop que proporcionaria ao grupo acesso livre até ao duto de ventilação. Sem se preocupar com os alarmes já desativados, todos entraram sorrateiramente pelo duto e aguardaram numa sala de máquinas do sistema de ventilação. Tudo estava saindo como planejado.

- Temos ainda 10 minutos para que o carregamento chegue. – Disse Synner-G.
- Certo, depois disso, nós alcançaremos os caminhões. Frank e eu em um e Alex e Syn no outro. Não temos tempo para fazer um trabalho bonito. Todos com suas armas? Tem de ser rápido. Entenderam?

Alex e Frank assentiram e pela primeira vez naquela noite Talley sentiu uma certa paz. O que poderia dar errado? Já estavam dentro do galpão e o caminho parecia livre para seu grande feito. Claro que Synner-G reivindicaria algum crédito, mas isso já passava pela sua cabeça. Hartmut sabia que o Lasombra era o cérebro da operação e mesmo que compartilhassem o mesmo clã, o hacker não era o tipo de vampiro que devia galgar postos dentro do sabbat. O Sabujo seria enfim nomeado Templar.

Pela tela do laptop eles conseguiam ver todas as câmeras do lugar e com isso o plano foi alinhado por Talley:

- Alex e Frank, vocês vão até a mesa de controle e pegam as chaves e depois assumem cada caminhão. Eu e Syn damos cabo dos outros 3 seguranças e esperamos entre os caminhões. Vamos lá!

O grupo saiu e Alex disparou pelo galpão já acertando o guarda das chaves com dois tiros. Frank foi o encarregado de pegar as chaves na mesa. Enquanto isso Synner-G e Talley metralharam os dois seguranças que faziam a ronda pela passarela superior, bem acima dos veículos. Restara apenas um guarda que apertava sem parar o botão de alarme com os olhos arregalados. O sistema já havia sido neutralizado pelo gangrel e as tentativas eram inúteis. Taley pôs um fim no sofrimento dele com uma rajada misericordiosa.

- Vamos logo debiloides. Com esse barulho todo alguém lá fora já deve ter escutado. Vamos sair logo daqui com essas belezinhas. – Disse o Lasombra enquanto caminhava rapidamente para um dos caminhões.
- Alex, vamos pegar a rua sentido norte e depois entramos na Autoban, ok?
- Beleza Frank, vai na frente que eu te sigo.

Synner-G ficou próximo á alavanca de abertura do portão. Assim que os motores roncaram ele acionou o e se dirigiu para dentro de uma das cabines. Frank fez seu caminhão sair do galpão com uma ré rápida, manobrou e disparou pela rua. Foi seguido pelo caminhão de Alex que repetira exatamente as manobras do nosferatu.

Pouco antes da  Autoban, Talley fez um sinal para Frank encostar o caminhão. Antes mesmo dele parar o Lasombra desceu e foi correndo para a porta de carga. Quebrou os cadeados com um soco potencializado e pulou para dentro da carroceria. Fechando a porta deu duas pancadas na lateral metálica. Era o sinal que Frank esperava para disparar com o caminhão novamente.

Enquanto os dois caminhões roubados seguiam pela Autoban, Talley respirou fundo e contemplou todas as caixas de madeira. Todas elas eram pintadas de um verde escuro, indicando uma proveniência militar. Outro soco fez o cadeado de uma das caixas se romper. Ligou uma pequena lanterna e a segurou entre os dentes. Queria apenas conferir o material antes de deixa-lo no local combinado.

Ao levantar a tampa seus olhos se arregalaram. Alguns segundo depois sua boca também se abriu e a lanterna caiu dentro da caixa, iluminando uma carga que não era exatamente o que Talley esperava.

Enquanto isso, do outro lado de Berlin, dois caminhões e uma escola de dois carros e duas motos chegavam em seu destino. Na carroceria víamos o logotipo amarelo Dunkel Nacht com uma lua minguante acima, em um fundo roxo quase negro.

Assim que o comboio entrou no galpão em segurança, o celular de Gustav recebeu uma mensagem: “Lua Cheia”. Mais um código que trouxe um sorriso ao rosto do príncipe Ventrue. Logo após o sorriso veio uma gargalhada alta e um alivio sem igual.

Mal podia acreditar que sua contra-espionagem e as iscas que havia plantado haviam surtido o efeito esperado. Ultimamente vinha imaginando se não havia feito as coisas muito óbvias, a empresa falsa, a rede de segurança com falhas grotescas e um carregamento importante tão desprotegido. Mas aparentemente seus inimigos eram bem ingênuos. Sentia apenas o pesar de não poder ver a cara de seus algozes ao perceberem que sua pilhagem, resultara apenas em caixas e mais caixas de..


Obrigado por acompanhar essa crônica galera. E aí, pra você, o que tinha nas caixas do carregamento falso do Gustav? E porque? Por que aqui, no final, VOCÊ DECIDE! Rsrs... 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

DISMEMBERMENT: SAC 2013 Zoológico

E aí, pessoal? Seguimos hoje com mais um deck para ser desmembrado e não poderia ser outro. O Campeão do Sulamericano de 2013, Roberto “Pascek” nos autorizou a analisar sua listagem. 

Fiquei muito feliz com a conquista porque, além do cara ser meu camarada e mandar muito bem nos Guitar Hero da vida, o deck lembra muito um que eu tinha e que por coincidência foi o primeiro com o qual eu me sagrei campeão de um torneio. Já mencionei ele inclusive aqui no blog em um dos meus primeiros posts que falava sobre Metagame (clique aqui e leia!

A minha listagem era consideravelmente diferente, até porque não tínhamos cartas chave como Ashur Tablets e Deep Song e a cripta era mais nanica.

Sem mais blá-blá-blá:

Deck Name: Zoólogico 2013
Created By: Pascek
Description: Mono Animalism Setup Deck

Crypt: (13 cards, Min: 17, Max: 30, Avg: 5,61)
----------------------------------------------
1 Anjalika Underwood ANI aus chi for5 Ravnos
1 Beetleman obf ANI 4 Nosferatu
1 Celeste Lamontagne for ANI PRO 5 Gangrel Antitribu
1 Effie Lowery obf ANI SPI 5 Ahrimanes
1 Janey Pickman for ANI PRO 6 Gangrel Antitribu
2 Muricia ANI PRE SPI 7 Ahrimanes
2 Nana Buruku ANI POT PRE 8 Guruhi
1 Petra aus ANI OBF 5 Nosferatu
1 Sahana ANI pre pro spi5 Ahrimanes
1 Stick ANI 3 Nosferatu Antitribu
1 Yuri Kerezenski aus for vic ANI5 Tzimisce

--- Cripta com 13 cartas, será que foi estratégia ou ele apenas não conseguiu se decidir só por 12? Hehehe... todos os vampiros com Animalismo superior. Eu consideraria tirar as Muricias e botar mais um Stick e mais uma Janey Picão. Quando eu montei o deck não exisistia a tão aclamada Nana Buruku e fiquei curioso pra saber como ela “roda” em um deck como esses. ---

Library: (90 cards)
-------------------
Master (20 cards)
2 Archon Investigation
6 Ashur Tablets
1 Fame
1 Frontal Assault
1 Giant`s Blood
1 Heidelberg Castle, Germany
5 Vessel
3 Villein

--- 20 Masters, considerando que temos 2 cópias da Nana e 7 trifles é um bom número. 2 Archons são necessárias nesse deck, ACREDITE. Eu consideraria uma archon e uma Retribution também. Ashur Tablets entram perfeitamente em um deck que roda a mão como doido. Heildelberg Castle + 4 Raven Spy podem criar uma barreira sólida.  Eu de repente tiraria uma Villein e poria uma Powerbase Montreal---

Action (14 cards)
1 Aranthebes, The Immortal
1 Army of Rats
6 Deep Song
4 Taunt the Caged Beast
2 Tier of Souls

--- Eu acredito que a Deep Song elevou esse tipo de deck para Tier 1. Quando eu montei “esse deck” ela não havia sido lançada ainda e eu tenho certeza de que o deck perde boa parte de sua força sem ela. Tier of Souls é uma carta bem interessante também e muita gente não usa. ---

Reaction (10 cards)
5 Cats` Guidance
2 Forced Awakening
3 On the Qui Vive

--- Só senti falta aí de Delaying Tactics que é uma “norma” nas decklists campeãs atualmente. Será que o Pascek sentiu falta delas durante o torneio?  ---

Combat (38 cards)
10 Aid from Bats
2 Canine Horde
8 Carrion Crows
2 High Ground
2 Song of Serenity
4 Target Vitals
6 Taste of Vitae
4 Terror Frenzy

--- Acredito que o Pascek tenha tido alguns problemas com blood nos playtests pra ter acrescentado 2 Canine Horde e 2 High Ground ao invés de aumentar o número de Terror Frenzy. Terror Frenzy + Carrion Crows + 3 Aid from Bats é o mais próximo de um orgasmo que se pode ter jogando uma mesa de Vtes ---

Ally (2 cards)
1 Carlton Van Wyk (Hunter)
1 Ossian

--- Eu particularmente trocaria o Ossian pelo Gregory Winter pois sentia muitos problemas com Combat Ends e a “minada” no blood dos vampiros inimigos que ele dá e o especial da “diablerie” valiam muito a pena, mas... opção do Pascek e só ele pode dizer se o nosso Garou da Redlist fez bem o seu papel durante o torneio. Carlton Vantuir agrega muito…  ---

Retainer (5 cards)
1 Owl Companion
4 Raven Spy

--- Gostei muito de não ver 365 Murder of Crows aqui nessa área do deck. Deixa o deck mais original ainda. Eu trocaria o Owl Companion por um Underbridge Stray de repente... ---

Event (1 cards)
1 Dragonbound

--- Parece uma opção óbvia, mas essa carta tem que ser muito bem pensada em um deck sem muitas defesas de combate como esse. A hora de bota-la na mesa tem que se bem pensada pra não ser um tiro no pé. ---

Bom, é isso aí. Decklist deliciosa de jogar. Lembrando que os meus pitacos são em sua maioria conjecturas (quem são essas senhoras?). Obviamente o Pascek testou bem esse deck várias e várias vezes pra que ele chegasse nessa listagem.

Me lembro do nosso saudoso (cada dia mais) ex-prince do Rio, Itamar Parrudo, me parabenizando por ter ganho um torneio com um deck “de gangrel” como ele disse na época que eu ganhei com “esse deck”. Então, o que dizer ao Roberto Pascek por ter tido cojones de ir no SAC com essa listagem e por ter GANHO o torneio.

Valeu galera! Inspirem-se no campeão sulamericano de 2013 e OUSEM! Descartando e... seguiu!


p.s.: Como eu fui capaz de ganhar um torneio com quase 20 participantes na época áurea do Jyhad carioca com esse deck aí, só que antes de lançarem Deep Song, Ashur Tablets e Nana Buruku... caguei DEMAIS... 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

RPGEXPLANATION: Dummy Corporation x Computer Hacking


GustavBreidenstei was standing in front of a big window in his office. Up there he could see almost all of Berlin. He knew that, even going trough a moment of uncommon peace, many creatures was down there planning his destruction and craving his domain. This calm was only a short time to reload the guns.

The waiting took almost a month and all should go fine tonight. He couldn’t afford to risk a portage of guns of this size. He couldn’t simply lose this battle that probably would lead to the loss of the war. All must follow the plan.

Meanwhile, at the other side of the city, a container was unloaded from a train. The content, more than a hundred boxes of army supply from Isreal was filling two Volvo trucks of 5 axles. The bodywork of the two giants was painted in purple and yellow, The logo was a…

- Golden Bear! Of course! – Yelled a particular figure jammed into a laptop while checking images of a security camera full of distortions.
- Are you sure, weirdo? – asked Axel von Anders standing from a couch and fixing his neck as someone that ends a long bus trip. The scene was pure chaos. An apartment in crumbles, with a light bulb pending from the cracked roof and some disgusting furniture.
- Synner-G never misses, pall… but there’s just one problem…
- What problem? – A voice came from the other room.
- We have just two hours to ruin their party! – Synner-G yelled again with rolling eyes, already waiting for the bawl, but with his fingers still in move bouncing the keyboard.
- Fuck! Said Talley, entering the main room where Axel and Synner-G were. Fixing his expensive suit ignoring that his lips was still showing some blood.
- Easy with the clock, boss. I know all the route of the trucks that will transport the “fireworks”.
- Then, let’s GO! We don’t have time to waste. Axel, where’s Frank?
- In the Van already.
- Wait a sec! Synner-G stood up and was standing with the hands gripping the stanchions of the other room with the head in front of his body, like he was trying to see something better. – You leave almost nothing for me!
 In the room, two women were lying in the bad partially naked. Talley checked the clock at the wall and said:

-    - You got two minutes…
-    -  This is more than enough! – Said the gangrel, reaching the two bodies.

Meanwhile, two trucks was crossing the streets of Berlin with an escort of two cars, one in front and one in the back, and two motorcycles on each side. The late night was perfect to this kind of maneuver and all the cops of the city was in Gustav’s pocket. All must follow the plan…

Inside the van, Synner-G was still diving in his computer. Frank Litzpar driving and Axel at his side, both in silence. But the leader was still septic about the situation.

-   -   So, why the hell you are sure that these trucks are caring Gustav’s packages?
-   -   Talley, you are underestimating my powers. Since the beginning of my “research” this name appears in many accesses and e-mails of Gustav. I just framed two trucks being loaded at the train station with the logo written in their bodyworks.
-   -   Golden Bear?
-   -    Yeah, and I’m not even talking about the “coincidence”…
-   -    Coincidence?
-   -    The initials… G and B. Are the same from the prince’s name. – Said the nosferatu while driving fast but safe.
-   -     Bingo! Synner-G yelled again with his eyes fixed at the screen.
-   -    And how are you planning to brake his legs Syn? This trucks must have more protection than your virginity. – Said the Brujah, looking to the nosferatu at his side. Frank just gave him a simple smile, showing few of his deformed teeth.
-   -     Very funny Mr. Shaved Ass. When I told you that I knew their route, I was not talking about ambush them. Sure that an open confront with two escorted trucks would be tragic. But analyzing their next steps I could tell precisely how much time we have to burst into the Golden Bear’s “cave”…
-   -     We gonna stay inside, waiting them and when they leave we took the trucks and run away?
-    -     Exactly boss! Very good indeed! Not for accident they call you The Hound! – Synner –G was not even trying to hide the sarcasm.
-      -    Hmm… the plan is dumb and too suicidal for them to believe that someone would do that. Maybe it works… And you have the map of the “cave”? Do you know “precisely” what we will face there, how to enter and…
-   -       Easy, easy Talley. My “friend” here knows it all. Frank is driving us to the back street of the storage. I’ve got all the access to their security system. A small “breakdown” should be sufficient for us to go in and hide for some minutes.

Talley knew that the plan was good. Gustav doesn’t like to work with ghouls and the majority of his servants were just humans working to some rich man. The lasombra knew that the accomplishment of that duty should place him above in the ranks of the Sabbat, considering the urge to ruin the forces of the city prince. 

Hartmut Stover, the wannabe archbishop of Berlin, trusted him that mission and based on that, Talley should receive a portion of his hometown, becoming officially Hartmut’s Templar. 

TO BE CONTINUED...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Explicação RPGística - Dummy Corporation x Computer Hacking - PARTE 1

Dummy Corporation : 3rd

Gustav Breidenstei estava em pé defronte à grande janela de seu escritório. Lá de cima ele via praticamente toda Berlim. Ele sabia que, mesmo atravessando um período de incomum paz, vários seres estavam lá embaixo querendo a sua destruição e o seu domínio. Essa calmaria não passava de um breve tempo enquanto eles recarregavam as armas...

Ele esperara quase um mês para que tudo estivesse certo. Não poderia por em risco um carregamento de armas deste tamanho. Não poderia simplesmente perder essa batalha que provavelmente culminaria na derrota da guerra. Tudo tinha que sair como planejado.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, um container era descarregado de um trem. Seu conteúdo, caixas e mais caixas de armamento provenientes de Israel iam rapidamente enchendo dois caminhões Volvo 5 eixos. A carroceria dos gigantes estampava um logotipo amarelo em um fundo púrpura escrito...

- Golden Bear! Então é isso mesmo! – Exclamou uma figura excêntrica debruçada em um laptop enquanto checava imagens de uma câmera de segurança cheia de chuvisco.
- Tem certeza disso, nerdão? – perguntou Axel Von Anders enquanto levantava do sofá ajeitando seu pescoço como quem levanta de uma longa viagem de ônibus. O cenário era puro caos. Um apartamento depredado, com uma lâmpada pendurada no teto e mobília aos pedaços.
- Synner-G nunca falha meu camarada... Só tem um problema...
- E qual é? – Disse uma voz vinda do outro quarto do apartamento.
- Temos só 2 horas pra estragar a festinha deles! – Gritou Synner-G com os olhos virados pra cima como se já esperasse pela bronca, porém com as mãos ainda digitando seu laptop.
- Mas que merda! Disse Talley, entrando no cômodo onde os outros dois vampiros estavam. Ajeitava seu paletó ignorando seus lábios ainda um pouco sujos de sangue.
- Calma chefia, dá tempo sim. Eu já sei toda a rota dos caminhões que vão transportar as belezinhas.
- Então vamos. Não temos tempo pra jogar fora. Axel, onde está o Frank?
- Tá lá na Van já.
- Pera aí! Synner-G já havia se levantado e estava com as mãos apoiadas no batente da porta do quarto com a cabeça pra frente como quem quer enxergar melhor. – Vocês não deixaram quase nada pra mim!

No quarto, duas mulheres seminuas estavam em cima da cama. Talley olhou no relógio da parede e disse:

- Você tem 2 minutos.
- Isso é mais do que o suficiente. – Disse o Gangrel enquanto avançava para cima das moças.

Enquanto isso, dois caminhões iam rapidamente pelas ruas de Berlim com uma escolta de dois carros, um na frente e um atrás, e duas motos nas laterais. A madrugada era propícia para esse tipo de manobra e toda a polícia da cidade estava “no bolso” do príncipe Gustav. O plano tinha que dar certo.

Dentro da van, Synner-G continuava enfiado em seu laptop. Frank Litzpar na direção e Axel no carona não diziam nada. Porém Talley parecia ainda séptico com toda a situação.

- Então, por que diabos você tem certeza que esses caminhões estão levando o carregamento de armas de Gustav?
- Talley, você está me subestimando. Desde que eu venho monitorando a atividade de Gustav pela internet esse nome aparece em vários e-mails e acessos dele. Acabei de ver dois caminhões serem carregados no terminal rodoviário com o nome escrito.
- Golden Bear?
- Isso, sem contar a coincidência “sombrinha”...
- Coincidência?
- As iniciais... G e B. São as mesmas do nome de Gustav. – Disse o nosferatu enquanto guiava a van de maneira rápida e mais segura possível.
- Bingo! Disse Synner-G sem tirar os olhos da tela.
- E como você pretende quebras as pernas dele Syn? Esses caminhões devem estar mais protegidos do que a sua virgindade. – Disse Axel enquanto olhava rindo para Frank ao seu lado. Frank por sua vez se conteve ao máximo e exibiu apenas meia dúzia de seus dentes deformados enquanto olhava pelo retrovisor.
- Muito engraçado Mr. Depilado. Quando eu falei que sabia o trajeto que eles iriam tomar, não era para aborda-los. Claro que um confronto aberto contra caminhões escoltados seria um tiro no pé. Mas avaliando o caminho deles eu sei perfeitamente quanto tempo temos para invadirmos o depósito da Golden Bear.
- Vamos ficar lá dentro esperando eles entrarem e quando saírem nós pegamos tudo e saímos fora?
- Exato chefinho! Muito bom mesmo! Não é a toa que o chamam de o sabujo! – Synner-G fazia questão de não esconder nem um pouco seu sarcasmo.
- Hmm... o plano é imbecil e suicida demais para eles acreditarem que faremos algo assim. Acho que pode dar certo... E você tem a planta do lugar? Sabe direitinho o que temos que fazer e por onde entrar e....
- Calma, calma Talley. Está tudo aqui no meu amiguinho. O Frank está nos levando para a rua de trás do galpão. Já tenho acesso ao sistema de segurança deles. Uma pequena “pane” será o suficiente para que possamos entrar e nos esconder.

Talley sabia que o plano era bom. Gustav não gostava de trabalhar com ghouls e a maioria dos seus capangas eram meros humanos trabalhando para um figurão qualquer. Talley também sabia que aquele feito o alçaria nos rankings do sabbat, pois seria de fundamental importância minar as forças do atual príncipe. Hartmut Stover, que buscava o arcebispado de Berlim, confiara a ele essa missão e em troca receberia um belo quinhão da cidade onde nascera, se tornando oficialmente seu Templar.

CONTINUA...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Rpgexplanations: Mob Connections

(translated post - sry about the english...)

The nosferatu Nigel knew: that was his last chance to eliminate his target. Two miserable tries made him hate even more that little toreador. His contacts assure him that she was a spy assembling knowledge of the area. They also told him that she was not very expert. And That was killing him…

-          - This little cunt cannot escape this time, you understand?
-          - Calm down freakshow… the last two times you were not playing with the Bonnano at your side.
-          - I hope it worth…
-          - Hey, hey ugly one. I think that is my family that should concern about the benefits of risk our asses on this deal with your organization…
-          - I’ve told you that this will not be discuss by phone. I’ll meet you tomorrow.
-         - OK then. Now let’s end this quick. I can’t chat with you all night.

Nigel pressed the red button. For him it was a shame must call out to your connections with the mob, and the worst was that the nosferatu now had an obligation with them. But this should be worthy. Your reputation should be restored tonight.

Mariana Gilbert was walking by the streets of Buffalo with mixed feelings. By one hand, she was very happy with her mission so far, scanning the Sabbat activity at the town, formerly ruled by Camarilla. That mission was given to her after three years of “office work”. “Finally I can feel the wind in my face”. But on the other hand, there was anguish on her little rough smile. After two weeks of research she was discovered and attacked. For two times she could escape by little, thanks to the auspex that she started to improve trough the last months.

This was your last night in town and she couldn’t leave without a little glimpse at the atelier of the local new name of painting. Just a quick visit, a glass of wine and two or three paintings bought. Nothing to ruin the night…

Nigel’s plan was nicely build. The poor toreador was in trouble, noticing that the area was well known by the nosferatu. Walking above the roofs without being noticed, helped by the obfuscate, he waited for his prey to enter the Grenn Park Street and started the attack. He study all course until a particular point, very important for his plan. He gently perched behind her, being helped by the lack of experience of the newbie and could not resist by making a funny comment based on her clothes:

-        -  Don’t you fear the bad wolf, riding hood?

Said this while he charges against her with a punch in the left ear. The toreador was hit badly and lost part of this senses when crushed against a brick wall. Right after that she was kneed in the stomach and felt. Nigel almost believed that he would not even need his “partners”, when saw Mariana on the floor. However, when he started to improvise about how end up with that, in a blink of an eye she was gone. He lifted his look with the mouth slightly open and saw the red blur of Mariana running, 60 fts away. “Not this time, bitch…”

Mariana used her celerity to avoid a certain final death, however could not afford it for much time more. Was wounded and disoriented and her shoes felt some steps behind. Probably by the punch in the head, she momentarily forgot the map of the area and started to panic. Felt something leaking out of her ear. It was blood. “Calm down girl... you escaped twice from this piece of shit. Just remember the training…”

Looked above her shoulders and saw that his predator had shorted the distance by 30 fts. She could hear the nosferatu boots smashing the rain pools.  “Come on… remember... the next two streets are dead-ends… DAMN! Think Mariana, think! Yes! Sure, damn... the Monroe Path. It ends at the other side of the block. If I could thrash just one more time I’ll reach the half of it without eye contact with him and then I could escape through the subway at Cambridge Avenue.”

Mariana used her last inputs to speed up one more time. Without knowing, she did exactly what Nigel foresaw. While she drifted away with her super speed, Nigel grabbed the phone and pressed REDIAL. Waited for two seconds and then hanged off. It was the sign that Alberto and his goons was waiting. The hunt continues…

The toreador felt almost relieved when, at the half of the path could see the light of the main street at the other side. Looked back and didn’t saw Nigel. Was exhausted and wounded, but if she could reach the Cambridge Avenue the nosferatu should be lost. “I will win this game… MUST end this mission…” Her feet was naked and being carved by the rough pavement of the alley but she focused on the lights at the end of the way. Looking one last time above her shoulder she saw Nigel arriving very calm at the entrance, without running. Could not understand the tranquility of her predator. For a second she could identify a little smile by the corner of his deformed lips. A shiver ran through her spine when the lights from Cambridge Avenue was blocked by something big…

While her eyes was turning back to the end of the path, she saw a dark blue van stopping, blocking the passage. Her face was the mix of exhaustion and defeat and, while the door of the van starts to slide open, she knew that there’s nothing more to be done.

Took three more steps in slow motion and her face was enlightened by four sub-machine guns spiting boiling metal. While her body trembled by the bullets, she thought about his superiors, about how she felt when was picked for this first “street mission”. And remembered the night of her dark embrace and how it was hard to adapt to her new state of “monster”. “Maybe it was just a dream…”

The guns stopped and at first, the vampire felt on her knees on the pool of her own blood. She still could hear the steps of the nosferatu getting close to her.

Nigel didn’t want to show his nervous euphoria while was getting near Mariana’s body. Arrived beside her and put his left foot on her back full of holes and blood. But suddenly a maniac aspect took his face and he started to stamp with violence in the back of her head. Not even a sound came out the nosferatu’s mouth while he was smashing the skull of his prey in a brutal way.  The blood spilled. His boots and leather black pants was starting to get soaked and when was nothing left beside a red mash and a headless body, he stopped.   

Slowly lifted his eyes to the van. His pale face, his terrifying smile and the blood spilled in his chin build a remarkable visage.

- Alberto was not kidding. You really are a crazy motherfucker and ugly as the beast itself man…
- Tell him… that I will be… with him tomorrow… - Said Nigel getting back from madness, slowly.
- Capisce. Now, hide this bitch quickly man. We must run away from here. – Said the driver slightly disgusted.

Nigel took off the sewer lid and threw the body down there. He jumped in and while he was closing the lid above his head, he saw the van peeling out the tires in a rush to leave the crime scene and thought: “Nothing cleans your honor and reputation better than toreador’s blood…”

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Explicação Rpgística: Mob Connections


O nosferatu Nigel sabia que essa era sua última chance de eliminar seu alvo. Duas tentativas frustradas o fizeram odiar ainda mais a pequena toreadora. Seus contatos afirmavam que ela era uma espiã realizando um reconhecimento de área. Eles também afirmavam que ela era inexperiente. E isso o deixava ainda mais puto.

- Essa putinha não pode escapar, vocês estão entendendo?
- Calma aí monstrão... das outras duas vezes você não estava com os Bonnano te ajudando.
- Espero que valha a pena me juntar com pústulas como vocês.
- Opa, opa, monstrengo. Nós é que precisamos saber se vai valer a pena arriscar os nossos rabos pra ajudar sua organização.
- Já disse que isso não será tratado por telefone. Me encontro com você depois de tudo terminado.
- Ok então. Agora vamos desligar esse telefone porque não estamos ao seu dispor a noite toda.

Nigel desligou sem responder. Era uma vergonha ter que apelar para suas conexões com a máfia, e o pior era ficar “devendo favores”. Mas isso iria valer a pena. Sua reputação e sua “pele” seriam salvas hoje.

MarianaGilbert andava pelas ruas de Buffalo com uma sensação dividida. Por um lado estava bem contente com sua missão até agora. Mapeando a atividade sabbat na cidade outrora controlada pela Camarilla. Ela recebera essa missão após 3 anos de “trabalho de escritório”. “Até que enfim sinto o vento no rosto.” Mas por outro lado, havia angustia em seu pequeno esboço de sorriso. Após 2 semanas de missão ela foi descoberta e atacada. Por duas vezes conseguira se livrar por pouco, graças aos auspícios que começara a desenvolver pouco antes de ir a campo. Era seu último dia na cidade e não poderia sair sem antes visitar o atelier do novo nome da pintura local. Apenas uma visita rápida, uma taça de vinho e uns 2 ou 3 quadros comprados. Não iria atrapalhar em nada...  

O plano de Nigel fora bem esquematizado. A pobre toreadora estava em maus lençóis, visto que a área era toda conhecida pelo nosferatu. Caminhando por cima das marquises sem ser notado com o auxílio de sua ofuscação, ele esperou que sua presa entrasse na Green Park Street e deu início ao bote. Avaliou toda a extensão da via até um ponto específico, importante em seu plano. Pousando levemente por trás dela, tendo como ajuda a pouca experiência da novata ele não resistiu e fez um comentário com base na cor da capa que Mariana usava:

- Não tem medo do lobo mau, chapeuzinho?

Disse isso já partindo pra cima dela com um soco diretamente no ouvido esquerdo. A toreadora foi atingida em cheio e perdeu parte dos sentidos ao se chocar com uma parede de tijolos. Logo depois veio uma joelhada no abdome que a fez cair. Nigel chegou a crer que não precisaria nem de seus contatos quando viu Mariana estatelada no chão. Porém quando pensou, improvisando, em como poria fim naquilo tudo, num piscar de olhos ela sumiu. Ele levantou o olhar com a boca levemente aberta e alcançou a figura vermelha de Mariana fugindo uns 20 metros a sua frente. “Dessa vez não, vagabunda...”

Mariana usara sua rapidez para escapar de um fim certo, porém não poderia dispor muito tempo mais de sua disciplina. Estava bem ferida e desorientada e seus sapatos já tinham ficado para trás. Talvez pela confusão do soco no crânio ela esquecera momentaneamente do mapa das ruas e se viu desesperada. Sentiu algo escorrer e, pondo a mão em sua orelha, atestou que era sangue saindo de seu ouvido. “Calma garota... você já fugiu desse merda duas vezes. Basta se lembrar do treinamento...”

Olhou para trás e viu que o seu perseguidor havia encurtado a distância em 10 metros. Podia ouvir as botas do nosferatu espatifando as poças de água da chuva. “Vamos lá... vamos lá... as próximas duas ruas são sem saída... MERDA! Pensa Mariana, pensa! Sim! Claro, merda... a Travessa Monroe. Ela leva até o outro lado do quarteirão. Se eu conseguir disparar só mais uma vez eu chego até o meio da travessa sem contato visual com ele e depois consigo escapar pela entrada do metrô na Cambridge Avenue.”

Mariana apertou o passo e utilizou seus últimos recursos para utilizar sua rapidez uma última vez. Sem saber, fez exatamente o que Nigel previa. Enquanto ela se distanciava com sua velocidade anormal Nigel pegou o telefone e apertou o redial. Esperou 2 segundos e desligou. Era o sinal que Alberto e seus capangas precisavam. Continuou correndo e perseguindo sua vítima.

A toreadora se sentiu quase aliviada quando, na metade da travessa pode ver as luzes da via principal no final do caminho. Olhou pra trás e não viu Nigel. Estava exausta e ferida, porém se chegasse até a Cambridge Avenue conseguiria despistar o nosferatu. “Vou escapar dessa... TENHO que concluir a missão...” Seus pés já descalços eram talhados pelo chão de paralelepípedos mas ela focava seu olhar nas luzes no fim da travessa. Olhando uma última vez para traz ela viu Nigel aparecendo calmamente no início do caminho, sem correr. Não entendeu a tranquilidade de seu perseguidor. Por um segundo ela pensou identificar um leve sorriso no canto da boca deformada dele. Um calafrio percorreu seu corpo quando percebeu que as luzes que vinham da Cambridge Avenue haviam sido obstruídas por alguma coisa grande...

Enquanto voltava seus olhos novamente para frente viu um furgão azul marinho parado, obstruindo a passagem. Seu semblante era uma mistura de cansaço e derrota e, enquanto a porta do furgão deslizava, ela entendeu que não tinha mais o que ser feito.

Deu mais três passos largos meio que em câmera lenta e seu rosto, outrora mesclado à sombra da viela, agora era iluminado por 4 canos de sub-metralhadoras que cuspiam chumbo fervendo. Enquanto seu corpo chacoalhava pelas saraivadas, pensou em seus superiores, pensou em como se sentiu feliz ao ser escolhida finalmente para sua primeira missão de campo. E pensou no momento de seu abraço sombrio e como foi difícil se adaptar a seu estado de “aberração”. “Terá sido tudo um sonho?” As metralhadoras cessaram e primeiramente a vampira caiu de joelhos na poça de seu próprio sangue e depois tombou para frente já praticamente inerte. Ainda conseguiu identificar os passos do nosferatu em um trote rápido se aproximando dela.

Nigel não queria demonstrar sua euforia nervosa ao se aproximar do corpo de Mariana. Chegou perto e apoiou um dos pés nas costas perfuradas e ensanguentadas. Porém de repente um ar maníaco atingiu seu rosto e ele começou a pisar na parte de trás da cabeça da toreadora violentamente. Nenhum som era emitido pela boca do nosferatu enquanto ele esmigalhava o crânio de sua presa de forma brutal. O sangue espirrava. Seu coturno e sua calça de couro preta foram ficando ensopados e quando não restava nada mais do que um purê vermelho e um corpo sem a cabeça, ele parou.

Levantou o olhar lentamente em direção ao furgão. Seu rosto pálido, seu sorriso horripilante e os respingos de sangue no seu queixo formavam uma visão inesquecível.

- O Alberto não estava brincando. Você é realmente um desgraçado louco e feio pra cacete cara...
- Fala pra ele... que eu estarei lá... amanhã às dez. Disse Nigel voltando a si de forma gradativa.
- Pode deixar. Agora some logo com isso pra gente poder ir embora cara... Falou o motorista com cara de nojo, enquanto a porta do furgão se fechava.

Nigel abriu um bueiro próximo e jogou o corpo lá dentro. Entrou ele também na abertura para os esgotos e enquanto colocava a tampa por cima de sua cabeça viu o furgão disparar cantando pneus e pensou “Nada como lavar sua honra e reputação com sangue toreador...”

Bom pessoal. Uma historinha de minha autoria pra explicar rpgisticamente essa carta. Críticas são sempre bem vindas! Mas não liguem para os erros de ambientação e regra do jogo. Não sou um expert. Acho que ficou legal. Descartando e... seguiu!