segunda-feira, 6 de julho de 2009

RELEASE EBONY KINGDOM

Olá vampirada! Neste domingo (05/07/09) ocorreu o Release da edição Ebony Kingdom aqui no Rio de Janeiro, na casa do Diogo Bacello e com a organização de nosso príncipe supremo: Itamar. Vamos contar como foi esse dia de torneio para mim.

Acordei na casa da minha namorada. Fui com a filhinha dela até a padaria e depois demos uma volta no quarteirão. De volta à casa dela, só tive tempo de tomar um banho, me arrumar e partir pro torneio que seria em Piedade. Nunca tinha ido pra lá de carro, mas eu iria dar carona pro Douglas Linhares, que tinha se encarregado de co-pilotar e nos guiar até o embate.

Qual não foi minha “felicidade” quando fiquei sabendo que devido a um pirirí danado, este não havia pesquisado a rota na internet Mas deu tudo certo. Ligamos para o Diogo para pedir uma força. Após duas barbeiragens grotescas de minha parte no trânsito de Piedade, conseguimos chegar ao local do torneio.

Não teve muita gente. Só nove pessoas participaram. Por causa disso, não teve briga para ver quem ia jogar de que. Eu já tinha decidido que jogaria de Ishtarry a muito tempo. Por dois motivos:

1 – Era o único deck Laibon que eu não tinha comprado na vida.

2 – O deck com maior poder de oust na minha opinião.

Minha expectativa era grande para este torneio. Além de eu estar buscando me manter no Top 10 Limited da White Wolf, Legacies of Blood foi o meu primeiro release (a uns 3 anos atrás) e, em se tratando de Laibons, eu sou um guia para o playgroup. Montei vários decks dos clãs africanos e o pessoal sempre pergunta quando tem alguma dúvida. Então eu não podia fazer feio né? Também estava curioso para ver como a mecânica Aye/Orun iria funcionar.

Confesso que me desapontei um pouco quando vi que a edição ia se basear nisso. Por isso mesmo, decidi montar meu deck sem nenhuma Orun e nenhuma Aye. Pra falar a verdade, na sexta feira eu entrei no thelasombra.com e vi a listagem do deck Ishtarry Precon. Decidi ali o que eu iria tirar e as poucas cartas da nova edição que poderiam entrar (levei até um papelzinho escrito de casa pra não esquecer). Mas durante o campeonato, eu notei que a mecânica pode ser efetiva em certos casos e, pelo menos em um torneio Limited, funcionou bem pra quem optou por ela.

Diferentemente de mim, acho que ninguém foi sabendo muito bem como iria montar o deck. O draft demorou bastante e a minha primeira mesa nem vale a pena ser comentada. Durou uns 30 minutos e meio vp pra todo mundo.

Entre a primeira e a segunda mesa, foi servido o almoço. Jesus... que feijoada!!! Aproveitando a temática africana, nosso anfitrião nos proporcionou (mediante a uma irrisória quantia de 5 cascalhos) o prato que representa o poder da influência negra em nossa cultura. Seguido de um pudim de leite que parecia ter sido feito pela Amélia (brujah antitribu) em pessoa. Que delícia. Bom, todo mundo abastecido, partimos para a continuação do champ.

Segunda mesa:

Eu, Ishtarry >
Diogo “Bonitão” Bacello, Ishtarry >
Sómaisum Silva, Akunanse >
Douglas “Pirirí” Linhares, Osebo >
Miguel “Trabalho de assopro” Dávila, Akunanse.


Adoro quando, em um Limited, sua presa tem o mesmo clã que você. Isso te dá a possibilidade de contestar quando o jogo te favorecer. Com um predador Akunanse (sem muitos bleeds), eu poderia ficar alguns turnos contestando um vampiro. Porém no início, eu e o Diogo decidimos não contestar logo de cara. Combinamos as influências. Os dois Akunanses, obviamente, fizeram a mesma coisa (mesmo um deles sendo o Dávila). Eu comecei muito bem. Com uma presa sem intercept eu parti pra cima. Os poucos rushes que vinham do meu predador eram ignorados com Majesty e Catatonic Fear. Mas o Diogo também estava indo bem, prejudicando legal o Silva. Por causa disso o Douglas não teve muito incômodo e foi montando seu set-up de arminhas.

Quando eu notei que realmente o deck Ishtarry tinha meu predador sobre controle, decidi contestar a Shasa Abu Badr. Nós dois ficamos então com 2 vamps ready, sendo que a situação estava bem favorável pra mim. O Diogo até fez um acordo mocorongo com o Silva pra vir me bater, mas eu me defendi bem com os combat ends e dodges que vinham no deck, somados ao efeito Draft da Devil-Channel: Feet. Eliminei o Diogo e levantei mais um vampiro. Não demorou muito para eu matar o Silva também e logo depois, o Dávila foi pro saco. O jogo acabou por tempo.

Eu: 1Gw e 2,5vp's / Douglas: 1,5vp.

Terceira mesa:

Eu >
Douglas Linhares >
Itamar - The Orun Master, Osebo >
Diogo Bacello.


Bom, a história se inverteu. Agora eu é que tinha um predador do mesmo clã e uma presa com intercept. Presa essa que deu um mole ao contestar o único vampiro (uma pulguinha de 2) que o Itamar já tinha levantado. O Douglas optou por desistir do vampiro e com isso eu tive um turno para bleedar abertamente com a Shasa. O Diogo veio meia-bomba, montando um setup de equipamento e Despiral (ainda bem). Enquanto isso, do outro lado da mesa, o Itamar tinha levantado 3 vampiros baixos e estava bleedando direto o Diogo. Mesmo assim o Diogo estava me tirando bastante pool. E como a fila anda, eu também oprimia o Douglas. O Itamar deu uma relaxada e o Diogo decidiu contestar a Shasa comigo. Mesmo assim no turno seguinte eu consegui tirar o Douglas. Vendo que o Diogo estava prestes a me matar, decidi contestar outro vampiro com ele, para que o Itamar pudesse passar o carro. E foi na medida certinha. Ficamos só eu e o Príncipe do Rio na mesa. Os dois blood pools foram diminuindo e, com a ajuda do meu deck arrumadinho, consegui matar o Itamar na conta do chá!

Eu, 1 Gw e 3 vps / Itamar, 1 vp

Bom, ir para uma mesa final em primeiro é obviamente ótimo. Além de poder escolher quem predar, você tem a vantagem do desempate. Eu escolhi predar o Édson, que estava de Guruhi por dois motivos:

1 - É o único deck com estratégia toolbox dos precon.

2 – O Édson é um player veterano, porém estava sem jogar a muito tempo.

Mesa Final:

Eu >
Édson Magrão, Guruhi >
Douglas >
Cirleno “Não como feijoada” Nicacio, Akunanse >
Itamar.


É, a minha observação com relação ao Édson não jogar a muito tempo foi Auspiciosa. Eu optei por levantar a Honorine Ateba ( Cap 6 ) e a Elizabeth Conde ( Cap 5), para começar já no sufoco. Já o nosso amigo Édson (que diga-se de passagem, jogou bem para quem não jogava a “séculos”) cometeu um erro grave em torneios limited. Em um cenário limitado (como o nome do evento já diz), onde existem poucas cartas de “acordar” os vampiros, optar por vampiros altos é suicídio. Eu mesmo optei por vampiros de Cap 7, no máximo.

E imaginem a largura do meu sorriso quando vi nosso amigo Édson levantar o Lucian, the Perfect. Perfeito ele é mesmo, mas não para Limited. Eu com dois mid caps, parti pra cima dele. Mandei uma Misdirection no turno em que o Lucian ficou de pé, pra bigodar ainda mais. A mesa foi montando seu setup, impotente ao avanço dos Ishtarry sobre os Fundadores do Reino de Ébano. Levantei o terceiro vampiro e não demorou para eu tirar o Édson. Mas a partir daí a coisa atravancou.

Como eu havia dito, a mesa formou seu setup, principalmente o Douglas com Sniper Rifle, Guardian Angel e três vampiros. O Cirleno tinha se enrolado em alguns combates mas também estava bem. Itamar nem se fala. Meus três vamps estavam quase secos. Douglas e Itamar tentavam me bloquear mas eu ia conseguindo dar pelo menos um bleed por turno, com ajuda da Uncontrolled Impulse. Cirleno se enrolou mais ainda, porém conseguiu se reestruturar, devido ao foco da mesa estar em mim e em um turno decisivo quase fez seu vp, deixando o Itamar com 2 de pool. No turno seguinte, eu consegui (não sei como) tirar o Douglas e levantei outro vampiro, ficando com quatro.

Passei o turno e o Cirleno foi pra cima do Itamar, sem sucesso. Os Ishtarry demonstraram sua supremacia nos Precons e eliminei o Cirleno. Já tinha conquistado o título com três vps, mas continuamos a mesa com toda a honra e ombridade. Eu tinha cinco minions contra 3 do Itamar e ainda mais pool do que ele. Demoramos uns três turnos.

Eu, 1 Gw e 5 vps.

Campeão! Um título muito importante pra mim pelas razões supracitadas. Um dia maravilhoso, com passeio, feijoada, título e é claro, o mais importante, muitas rizadas!!!

Obrigado a todos pelo ótimo domingo e deixem seus comentários!!! Descartando e... seguiu!

5 comentários:

  1. Pirirí com modifier de vômito no altferior

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  2. hhahahaha boa João.
    infelizmente não consegiu ir nesse.
    eu acho torneios limited muito interessantes, pois praticamente todos tem as mesmas chances de irem para a final, pena que só foram 9 players. No próximo (se existir mais algém se aventurar a organizar um torneio de release aqui no Rio) certamente eu vou..

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  3. *infelizmente não consegui ir nesse*

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  4. foi um bom torneio e no limited vc ta mandando bem meu amigo joao cara de pão! rsr bjs

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